sexta-feira, 23 de março de 2012

Os argumentos de Zenão contra o Movimento

     Pretende-se (contra Parmênides) que, movendo-se de um ponto de partida, um corpo possa alcançar  a meta estabelecida. No entanto, isso não é possível. Com efeito, antes de alcançar a meta, tal corpo deve percorrer a metade do caminho que deveria percorrer e, antes disso, a metade da metade, e depois disso, a metade da metade da metade e assim por diante, ao infinito.
     Esse é o primeiro argumento, chamado "da dicotomia". Não menos famoso é o " de Aquiles", o qual demonstra que Aquiles conhecido por se o "pé super veloz", nunca poderá alcançar uma tartaruga, conhecida por ser muito lenta. Com efeito, caso se admitisse o oposto, se apresentariam as mesmas dificuldades vistas no argumento anterior.
     Um terceiro argumento, chamado "da flecha"(esse é o mais tenso de todos, eu acho), demonstrava que uma flecha lançada do arco, que a opinião comum diria estar em movimento, na realidade está parada. Com efeito, em cada um dos instantes em que o tempo de vôo é divisível, a flecha ocupa um espaço idêntico , mas aquilo que ocupa um espaço idêntico está em repouso; então, se a flecha está em repouso em cada um dos instantes, também estará na totalidade de todos os instantes, portanto a flecha está parada.
     Um quarto argumento  tendia demonstrar a velocidade considerada como uma das propriedades essenciais do movimento, não é algo objetivo, mas sim relativo, e que, portanto, o movimento do qual é propriedade essencial também é relativo e não objetivo




fonte: Reale, G - Antiseri, D, Paulus 2003 4° edição 2009, História da filosofia antiga e medieval, pg 36

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